Prefeitura realiza campanha educativa sobre chamadas de emergência ao SAMU

A Prefeitura de Quatis,
por meio da Secretaria Municipal de Saúde, iniciou nesta quinta-feira, 04, uma
campanha educativa com o objetivo de estimular os moradores da cidade a
entrarem em contato com o SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), no
caso de acidentes e ocorrências cuja assistência imediata estiver entre as atribuições
da unidade.

A
realização da campanha foi decidida diante do número considerado reduzido pela
Secretaria de Saúde do Município das chamadas encaminhadas ao SAMU. A maioria
das ligações em busca de ambulância na cidade é feita diretamente ao Hospital
Lucas, instituição responsável pelo atendimento de emergência através de um
convênio com a prefeitura.

        Dados do CISMEPA (Consórcio Intermunicipal de Saúde do Médio
Paraíba) mostram que, no período de abril a junho deste ano, a unidade do SAMU
de Quatis recebeu o menor número de chamadas com relação aos outros 11
municípios que fazem parte do Consórcio. Nas outras cidades, o número de chamadas
pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, no mesmo período, foram os
seguintes: Volta Redonda (1.973 casos), Barra Mansa (876), Barra do Piraí (824),
Valença (709), Resende (638), Itatiaia (312), Pinheiral (264), Piraí (256), Porto
Real (174), Rio Claro (147) e Rio das Flores (77).

        Em
Quatis, a ambulância do SAMU fica de prontidão 24 permanente, inclusive aos
sábados, domingos e feriados, no Hospital São Lucas (foto). O serviço funciona
mediante uma parceria do Ministério da Saúde com a prefeitura, que cede as
instalações para os quatro motoristas e quatro técnicos de enfermagem lotados
na unidade, além da alimentação e do combustível. Cada plantão de 24 horas é
cumprido por um motorista e um técnico de enfermagem. As chamadas de emergência
para o SAMU devem ser feitas através do telefone 192, de qualquer telefone
móvel ou fixo, gratuitamente.

        – Entrando em contato direto com o SAMU, os casos informados
já começarão a ser analisados por um médico regulador do serviço, que fica de
plantão na central com o objetivo de avaliar as situações encaminhadas e as
medidas a ser tomadas imediatamente, entre elas, a unidade hospitalar para a
qual o paciente deve ser removido, ou o envio as ambulâncias visando prestar o atendimento
de emergência inicial no próprio local. Com isso, a assistência se torna mais
rápida e pode ser primordial na recuperação e até mesmo na sobrevivência do
paciente – declarou a secretária municipal de Saúde, Ana Lúcia Galvão.

        Para a secretária de Saúde da Prefeitura de Quatis, o fato de
as pessoas preferirem entrar em contato antes com o Hospital São Lucas
provavelmente se deve “a uma questão de costume mesmo, uma vez que os moradores
da cidade já estão habituados a recorrer ao telefone desta instituição
hospitalar quando se depara com algum problema de saúde ou provocado por
acidente”. No entanto, Ana Lúcia frisa que os profissionais do SAMU estão
capacitados para avaliar os casos mais graves e que podem receber o atendimento
inicial já no local da ocorrência da chamada. Dependendo da gravidade do quadro
informado, o SAMU segue ao local acompanhado por uma ambulância do Corpo de
Bombeiros com um médico para a assistência emergencial, “antes da remoção em
direção ao hospital indicado”.

        Segundo o Ministério da Saúde, as chamadas que devem ser
feitas imediatamente ao SAMU são problemas cardiorrespiratórios; intoxicação e
envenenamento; queimaduras graves; ocorrência de maus tratos; trabalho de parto
em que haja risco de morte da mãe ou do feto; tentativas de suicídio; crises
hipertensivas (pressão alta) e dores no peito de aparecimento súbito;
acidentes/traumas com vítimas; afogamento; choque elétrico; acidentes com
produtos perigosos; suspeita de infarto ou AVC (Acidente Vascular Cerebral);
agressão por arma de fogo ou arma branca; soterramos e desabamentos; crises convulsivas;
transferência entre hospitais de doenças graves, além de outras situações de
emergência ou urgência, com risco de morte, sequela ou sofrimento.

        Já os casos de febre prolongada; dores crônicas; vômitos e diarreia;
locomoção de pacientes para consultas médicas ou realização de exames;
transferência de pacientes sem regulação médica prévia; trocas de sondas; corte
com pouco sangramento; entorses; cólicas renais; transporte de pacientes assistidos
por convênios médicos, ou que não se configuram como situações de emergência,
não devem ser objetos de chamadas ao SAMU, mas, sim podem ser informados aos
serviços comuns de ambulância, ou  removidos diretamente aos postos de saúde ou
às unidades públicas de emergência, entre elas, as UPA`S (Unidade de Pronto
Atendimento).

        A campanha educativa da Secretaria de Saúde estimulando a
população de Quatis a acionar o SAMU será feita, inicialmente, por meio dos
meios de comunicação institucionais e através da imprensa regional.

       

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