Rebanho bovino de Quatis ganhou mais sete mil animais e Município tem quase 600 lavouras

Entre 2006 e 2017, o rebanho bovino do Município de Quatis passou de 15.807 para 23.024 animais. Isso significa exatas 7.217 cabeças a mais. Esta é uma das constatações proporcionadas pelo resultado oficial do censo agropecuário realizado na cidade, de setembro de 2017 a fevereiro de 2018, sob a coordenação do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O resultado do censo foi divulgado no final do mês passado, mais de um ano após o anúncio dos dados preliminares, divulgados em julho de 2018. Na foto, uma pequena propriedade rural do distrito de Falcão.

Outra constatação decorrente do mesmo levantamento é o aumento óbvio da produção leiteira em Quatis no mesmo período: mais 5.112 milhões litros por ano, uma vez que as quantidades produzidas anualmente foram de 6 milhões e 128 mil e 11 milhões e 240 mil litros em 2006 e 2017, respectivamente. Já o tamanho da área ocupada por propriedades agropecuárias subiu de 20.302 hectares (ano 2006) para 23.742 (ano 2017).

Na opinião do prefeito Bruno de Souza (MDB), que comentou, na manhã desta sexta-feira, 08, os resultados do censo agropecuário, “os números apontados deixam bem clara a importância estratégica do segmento agropecuário enquanto força principal da economia de Quatis, daí a decisão da atual administração da cidade em manter o setor como prioridade do seu plano de governo”.

No caso de algumas das outras espécies de animais criadas em Quatis, os totais de animais diagnosticados no censo agropecuário iniciado em 2017, e concluído no começo do ano passado, foram os seguintes: 596 cabeças (suínos), 524 (equinos), 105 (muares – mulas) e 65 (caprinos).

Bruno lembrou o trabalho permanente de conservação e recuperação das estradas rurais, além do apoio técnico ao produtor rural, como “duas ações fundamentais que demonstram a atenção da prefeitura em favor do homem do campo e a sua família”. Ainda no entendimento do prefeito de Quatis, “as realizações da administração municipal visando tornar cada vez mais eficientes os serviços essenciais nas comunidades rurais, especialmente nas áreas da Educação, Saúde e Assistência Social, vêm representando um incentivo fundamental para que o produtor permaneça em sua atividade”.

O resultado oficial do censo agropecuário concluído pelo IBGE em fevereiro do ano passado, e cujo resultado foi anunciado há menos de duas semanas, mostra também que, do total da área ocupada atualmente pelas propriedades agropecuárias em Quatis (23.742 hectares), a grande maioria é relacionada a produtores individuais (19.610 hectares). Já o tamanho da área de produtores que atuam em formato de condomínios, consórcios ou por união de pessoas chega a 3.305 hectares.

Com relação ao cultivo de lavouras, as áreas apontadas pelo mais atual levantamento foram 103 hectares (lavoura permanente) e 444 hectares (lavouras temporárias). As pastagens naturais ocupam um espaço de 9.947 hectares, número pouco maior que as pastagens plantadas (8.460 hectares). O censo agropecuário indicou ainda a existência de 4.035 hectares de matas naturais destinadas à preservação permanente ou reserva legal.

Banana, café, goiaba, laranja, limão, palmito, abóbora, alho, amendoim, arroz, cana de açúcar, cebola, feijão, mandioca, milho e borracha estão entre as práticas agrícolas cultivadas em Quatis, num indicativo de que, apesar da produção leiteira continuar representando a atividade predominante no setor, dentro do território da cidade, a agricultura ainda é uma das alternativas importantes de renda dos produtores rurais.

O reconhecimento da importância da atividade agrícola, aliás, fez com que a Prefeitura de Quatis cedesse, em dezembro do ano passado, um trator zero quilômetro para a Cooperativa Agropecuária do Município. Através da cooperativa, os produtores podem agora utilizar o equipamento por períodos pré-determinados, para o trabalho de arado e preparação do solo, em suas respectivas propriedades.

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