Produtores rurais são orientados a vacinar rebanho contra raiva animal

         Paralelo à campanha de vacinação contra a febre aftosa, que começou na sexta-feira passada, 01º de novembro, e vai até o próximo dia 30, os produtores rurais de Quatis estão sendo orientados pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural e o Núcleo de Defesa Agropecuária da Secretaria de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento do Estado do Rio de Janeiro a imunizar o rebanho também contra a raiva animal.

Desde o ano passado, as autoridades sanitárias já registraram três casos suspeitos no rebanho bovino da cidade, que foram posteriormente descartados. As autoridades sanitárias do Núcleo de Defesa Agropecuária de Barra Mansa, que cobre também os municípios de Quatis e Volta Redonda, acreditam, no entanto, que o número de animais afetados pode ter sido maior no período. Isso porque a morte dos animais com suspeita da doença não costuma ser notificada pelos proprietários.

A raiva animal é transmitida aos animais bovinos (foto), suínos, equinos, bubalinos (búfalos) e caprinos, entre outros, pelo morcego hematófago, que se alimenta do sangue destes animais. Os sintomas principais de que o animal foi infectado são os seguintes: agitação, agressividade, salivação abundante, falta de apetite, andar cambaleante, dificuldade de deglutição e para respirar, tremor muscular e paralisia. No Brasil, segundo levantamentos do Governo Federal, pelo menos 50 mil animais bovinos morrem todo ano em decorrência da doença.

– O chamado à vacinação contra a febre aftosa é muito propagado nesta época, mas é importante que os produtores rurais se atentem também para a imunização visando diminuir os riscos da raiva animal no rebanho. A vacinação contra a doença se reveste de uma importância tão grande quanto a imunização pelo fim da febre aftosa – declarou a veterinária do Núcleo de Defesa Agropecuária de Barra Mansa, Valéria Feder Montez, que esteve semana passada, na Secretaria de Desenvolvimento Rural da Prefeitura de Quatis, com o objetivo de debater as campanhas de imunização no rebanho da cidade.

A veterinária explicou ainda que, normalmente, quando os sintomas são percebidos no animal, grande parte do rebanho provavelmente já está contaminada, sendo que “a recuperação do gado afetado é praticamente impossível, o que reforça o papel estratégico da imunização no enfrentamento da doença”. A notificação permite às autoridades a realização de ações visando desinfectar o local atingido, reduzindo assim os riscos de o vírus afetar outros animais.

Assim como na campanha da febre aftosa, as doses da vacina contra a raiva animal devem ser adquiridas pelos próprios produtores rurais, nos estabelecimentos previamente credenciados, e conservadas até o momento da aplicação em recipientes térmicos. Recomenda-se que a aplicação do medicamento seja feita por um médico veterinário ou técnico agrícola, numa região de músculo do animal.

– Com relação à febre aftosa, os produtores rurais devem apresentar o comprovante de imunização na Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural, no caso dos proprietários de animais da cidade de Quatis. A apresentação é obrigatória. Agora, sugerimos que o certificado de imunização contra a raiva animal também seja apresentado no mesmo local, a fim de tornar possível o mapeamento das ações de prevenção contra esta doença na cidade – concluiu a veterinária Valéria Feder Montez.

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