Prevenção da violência contra mulher é tema de evento em Centro de Assistência Social

Criado em 2016, durante as
comemorações pelos dez anos da Lei Maria da Penha, o Agosto Lilás tornou
realidade mais um instrumento de conscientização da população pelo fim da
violência contra a mulher, através do reforço nas atividades educativas com
este objetivo. Em Quatis, na semana passada, a unidade do CRAS localizada no
bairro Jardim Independência (Centro de Referência de Assistência Social),
promoveu uma palestra sobre o tema, ministrada pela assistente social Jane
Batista e a advogada Luana Xavier, ambas do CREAS (Centro de Referência Especializada
de Assistência Social).

        O CREAS é a instituição da Secretaria Municipal de
Assistência Social e Direitos Humanos encarregada de promover campanhas
educativas pelo fim da violência contra a mulher, receber denúncias de
agressões, encaminhar os casos aos órgãos competentes e acompanhar o andamento
das ocorrências registradas, além de oferecer o atendimento às vitimas, feito
por uma equipe multidisciplinar de profissionais.

A
palestra da semana passada, no CRAS do Jardim Independência, aconteceu durante
a “festa agostinha (foto)” desta unidade aos idosos do “Feliz Idade”, um dos
projetos sociais desenvolvidos pela prefeitura em favor da terceira idade. Essa
“festa agostina” contou com a animação do sanfoneiro Garrafa e do animador
cultural José Roberto Magroni.

Segundo
a assistente social Jane Batista, que coordena o CREAS, o “Agosto Lilás”
trabalha na prevenção e no enfrentamento de cinco tipos de violência contra a
mulher. São elas: violência física, violência psicológica, violência moral,
violência sexual e violência patrimonial. O CREAS de Quatis funciona de segunda
a sexta-feira, de 8 às 17 horas, na Rua coronel José Leite 172. A equipe
multidisciplinar da unidade responsável pelo atendimento às mulheres vítimas de
violência é formada por assistentes sociais, psicólogas e uma advogada. As
denúncias para o órgão podem ser feitas pelo telefone 3353-6122 (segunda a
sexta-feira) ou 180 (24 horas por dia, inclusive aos sábados, domingos e
feriados).

Dados
de instituições governamentais e não governamentais que atuam na prevenção e no
combate aos casos de violência contra a mulher, dentro do âmbito nacional,
indicam que, apesar das constantes campanhas pelo fim da violência doméstica,
ainda são crescentes os números de agressões contra mulheres no território
brasileiro.

De
acordo com estes levantamentos, o país ocupa o quinto lugar no ranking mundial
de violência doméstica, existindo atualmente 900 mil processos em andamento
sobre estes casos no poder judiciário, dos quais dez mil estão relacionados aos
episódios de feminicídio (quando a vítima é assassinada pelo fato de ser
mulher). Outro relatório mostra que pelo menos 500 mil mulheres são vítimas de
violência sexual no Brasil a cada ano, mas apenas dez por cento dos casos
chegam ao conhecimento das autoridades policiais, daí a importância de as
denúncias serem imediatamente registradas.

 

 

       

 

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