Prefeitura recolhe 500 quilos de resíduos de saúde e faz chamado pelo descarte deste tipo de lixo

Dos cerca de 500 quilos de resíduos hospitalares
recolhidos todo mês em Quatis pela prefeitura, apenas 30 por cento vêm dos
imóveis residenciais e comerciais, sendo que os 70 por cento restantes são
provenientes das unidades médicas da Secretaria Municipal de Saúde e do
Hospital São Lucas, instituição filantrópica responsável pelo atendimento de
emergência na cidade, através de um convênio com o SUS (Sistema Único de
Saúde).

O índice menor de materiais
encaminhados por moradias e unidades comerciais levou a Secretaria de Meio Ambiente
do Município a iniciar esta semana uma campanha educativa com o objetivo de
conscientizar a população a respeito da importância do descarte correto destes
materiais.

Em Quatis, a coleta de lixo
hospitalar acontece duas vezes por semana, de 8 às 17 horas, sob a
responsabilidade da Servioeste Rio de Janeiro Ltda, empresa contratada pela
prefeitura para a realização deste serviço. Na terça-feira, o recolhimento é
feito nas seguintes unidades médicas: Clínica da Família; postos de saúde dos
bairros Mirandópolis, Jardim Independência e Jardim Pollastri; Casa da Criança,
e Centro Odontológico.

Já na quinta-feira, a coleta acontece
na Policlínica, Casa da Mulher, Serviço de Vigilância Sanitária e Ambiental do
Município; unidade básica de saúde de São Joaquim e unidade básica de Falcão. No
Hospital São Lucas, que não funciona como um ponto receptor dos materiais, ao
contrário das unidades médicas da prefeitura, os resíduos hospitalares são
recolhidos às terças e quintas-feiras.

– O nosso chamado é para que
os moradores de Quatis não deixem resíduos de saúde armazenados em seus imóveis
e não os misture com o lixo comum. O lixo hospitalar deve ser levado para
qualquer uma das unidades médicas da prefeitura, em qualquer dia útil da
semana, sendo depositado em recipientes próprios destinados a este tipo de
material. Adotado esse procedimento, todos os resíduos vão ser recolhidos pela
empresa encarregada – destacou o diretor do Departamento de Licenciamento,
Fiscalização e Controle da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Jailson
Batista.   

Segundo as instituições
especializadas, das 150 mil toneladas de lixo urbano recolhidas diariamente no
Brasil, de dois a três por cento desta quantidade correspondem aos resíduos da
área de saúde. E a OMS (Organização Mundial da Saúde) declara que 15 por cento
do lixo hospitalar são considerados “altamente perigoso por conter teor tóxico,
infeccioso ou radioativo”.

         O descarte incorreto dos
resíduos de saúde, principalmente medicamentos vencidos, seringas, agulhas,
giletes e ampolas de injeções, contamina os mananciais e as áreas com vegetação
na cidade, afetando diretamente a preservação do meio ambiente, além de causar
problemas para a saúde das pessoas. O contato com qualquer tipo de lixo
hospitalar ou elemento da natureza contaminado pelos resíduos pode ocasionar
doenças, através da transmissão de vírus, entre elas, a hepatite. Após ser
coletado em Quatis, este tipo de lixo passa por um processo de descontaminação
e posteriormente é descartado no Centro de Tratamento de Resíduos de Barra
Mansa.

       

 

       

 

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