Mesmo cortando gastos, Prefeitura de Quatis apresenta serviços para a cidade

A crise no país chegou a tamanhos desproporcionais e vem afetando praticamente todos os segmentos, inclusive, os municípios. Se antes as cidades eram as que menos recebiam repasses da União, agora com esta contensão de despesas, os prefeitos estão tendo que “sambar” para conseguir pagar as contas e realizar as obras necessárias para a cidade sem ficar no vermelho.
Um exemplo de como os municípios é prejudicado na distribuição de verbas, só em 2015, os brasileiros já pagaram mais de R$ 1 trilhão em tributos. Deste valor, a União fica com aproximadamente 65%, os estados com cerca de 25%, enquanto as cidades ficam com o restante, apenas 10%. Com isso, falta dinheiro nas prefeituras e os prefeitos precisam fazer mais com menos dinheiro e focar bem as prioridades.
Mesmo diante deste cenário, a prefeitura de Quatis vem realizando obras importantes na cidade, como reformas de escolas, construção de novos postos de saúde e pontes, obras de iluminação e asfalto, entre tantas outras ações que contemplam todas as secretarias. 
Paralisação no dia 28 de setembro
Por conta desta crise e na intenção de cortar gastos, a Aemerj (Associação Estadual de Municípios do Rio de Janeiro), solicitou as prefeituras à paralisação dos serviços públicos municipais não essenciais no dia 28 de setembro, em protesto contra o estrangulamento econômico a que os municípios estão sendo submetidos. O prefeito Bruno de Souza (PR) confirmou que Quatis será uma das cidades que irá aderir esta paralisação. “Estamos trabalhando ferrenhamente para cortar gastos e esta paralisação vai ser mais uma ação em prol deste pensamento. Em contrapartida, os quatienses estão vendo que mesmo com a crise a prefeitura vem realizando ações importantes para a cidade. Vale ressaltar também que com esta crise muitas pessoas estão perdendo seu emprego e a classe média migrando seus filhos para o SUS e escolas públicas. Com isso a prefeitura vai ficar ainda mais estrangulada”, frisou o prefeito.
Os motivos para esta paralisação, segundo a Aemerj, é a brutal queda de arrecadação dos municípios, oriunda da redução significativa dos repasses federais; o fato dos entes municipais estarem na ponta da linha do atendimento aos cidadãos; o interesse público de continuar a prestar serviços públicos de qualidade à população e a inviabilidade de manter a qualidade dos serviços com a redução significativa de recursos federais.
A Associação também acredita na necessidade de realizar uma ação conjunta entre os municípios para mostrar à população a real situação. O objetivo também é sensibilizar o Governo Federal e os Poderes da União para que busquem uma solução imediata para este problema.
 

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