Memória: capacitação para grupamento ambiental destaca bens tombados em Quatis

Ministrada pela presidente do CULTUPPHAQ
(Conselho  Municipal de Cultura, Turismo
e Proteção do Patrimônio Histórico e Ambiental de Quatis), Helena Fabiano
Teixeira Leite, e pela professora Perpétua do Socorro Alves, sob o tema
“Patrimônio cultural e ambiental”, a sétima capacitação destinada ao grupamento
ambiental do Município destacou a relação de bens localizados na cidade e
tombados através do patrimônio histórico. A capacitação aconteceu na manhã
desta segunda-feira, dia 30, no auditório do Centro Administrativo da
Prefeitura de Quatis.

        O
tombamento garante a proteção do imóvel contra a sua destruição ou a sua
descaracterização. A legislação relacionada ao tema ressalta
também que o ato de tombar tem por objetivo básico “preservar bens de valores
histórico, cultural, arquitetônico, ambiental e afetivo para a população”. Na
foto, uma imagem da década de 1950 da Biquinha, no Centro do Município.

Criado na primeira gestão do prefeito Bruno de Souza – MDB
(2013-2016), e implantado a partir do fim do ano passado, por meio de um
processo seletivo realizado junto aos guardas municipais, o grupamento
ambiental tem a finalidade de atuar na preservação e na proteção do patrimônio
histórico, cultural e ambiental da cidade. Bruno frisa a importância de normas
legais que assegurem a preservação “da história, dos costumes, das paisagens,
do dia a dia  e das tradições do povo
quatiense”.

– Um das nossas propostas, ao criar o grupamento ambiental, foi
justamente garantir a preservação da memória histórica, cultural e do meio
ambiente da nossa terra. Entendemos que a proteção destes patrimônios é
primordial no sentido de manter as condições de vida saudável da nossa
população, além de representar uma questão de respeito para com as nossas
origens. Considero ainda fundamental cumprimentar as pessoas que lutam e
trabalham na preservação da memória histórica. Trata-se de um relevante serviço
prestado a este chão sobre o qual milhares e milhares de pessoas nasceram,
viveram  ou moram – declarou o prefeito.

        Na capacitação desta segunda-feira, as
professoras Helena Fabiano Teixeira Leite e Perpétua do Socorro Alves frisaram,
entre outras informações, os bens históricos de Quatis já tombados no
Município. São eles: Fonte de Água Natural Antônio Jacinto Sampaio – Biquinha
(Centro da cidade), Biquinha (distrito de Falcão), Biquinha (distrito de São
Joaquim); estação ferroviária de Quatis, localizada no bairro São Benedito; estação
ferroviária de Joaquim Leite; estação ferroviária do distrito de Falcão; caixa
d´água belga situada na comunidade rural de Joaquim Leite; e a ponte pênsil que
fica próxima à Biquinha, no Centro.

        Com relação às igrejas e capelas, estão
tombadas as capelas de São Francisco de Assis (bairro Nossa Senhora do
Rosário), Santo Antônio (Centro), São Benedito (no bairro São Benedito),
Santana (comunidade quilombola de Santana) e Nossa Senhora do Rosário (distrito
de São Joaquim), além da igreja matriz de Nossa Senhora do Rosário (Centro),
São Sebastião (distrito de Falcão) e do Patriarca São Joaquim (também
localizada em São Joaquim).

Em processo de tombamento, se encontram os seguintes bens
materiais: ruas do Município com calçamento de paralelepípedos e bloquetes, os
túmulos históricos do cemitério municipal e a fachada da Escola Municipal Maria
Helena Rafael De Elias (Centro). A legislação prevê também a preservação da
paisagem do Centro Histórico de São Joaquim e do Centro Histórico da região
central do Município. Já os bens salvaguardados (protegidos) são a Corporação
Musical Nossa Senhora do Rosário, o espaço da Feira da Roça (Centro), Biquinha
(sede), Praça Teixeira Brandão, Praça Getúlio Vargas e imóveis do Quatis
Futebol Clube.

Durante a realização desta capacitação ao grupamento ambiental, os
agentes foram informados de que, no entorno de alguns bens tombados, foram
criadas uma APAC (Área de Proteção Ambiental e Cultural), visando impedir que
“novos elementos obstruam ou reduzem a sua visibilidade”. Qualquer intervenção
nestas áreas deve ser submetida previamente ao COMCIDADE (Conselho Municipal da
Cidade) e ao CULTUPPHAQ (Conselho Municipal de Cultura, Turismo e Proteção do
Patrimônio Histórico e Ambiental de Quatis), ambos responsáveis por estabelecer
“os limites e as diretrizes” para intervenção nestas áreas de entorno.

Atualmente, 13 guardas
municipais formam o grupamento ambiental, que, desde o começo deste ano, já
participaram de seis capacitações visando o desenvolvimento das suas
atribuições. As capacitações anteriores foram sobre os temas “Prevenção e
combate a incêndios”, “Captura de animais peçonhentos”, “Conhecimentos básicos
sobre microempresas e emissão de alvarás de licença no âmbito municipal”,
“Manuseio e aplicação do GPS – Sistema de Posicionamento Global”, “Educação
Ambiental” e “CAR – Cadastro Ambiental Rural”.

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