História de Quatis é contada mais uma vez em exposição de fotografias no Cemitério Municipal

Nascido na capital baiana (Salvador), ele se formou em farmacologia pela Faculdade Imperial de Medicina da Bahia e, depois de ter se estabelecido em Quatis, abriu a “Pharmácia Eloy” no então distrito. No século XIX, lecionou no Ateneu Quatiense, participou da criação do Grêmio Científico e Literário e representou Quatis na Câmara Municipal de Barra Mansa. O seu túmulo, cujo número é 128, fica na quadra B. Em Quatis, ele também se casou e constituiu família.

A trajetória de Hyeróclio Eloy Pessoa de Barros é um dos destaques da exposição de fotografias “Museu a céu aberto”, foto. Organizada conjuntamente entre o CULTUPPHAQ (Conselho Municipal de Cultura, Turismo e Preservação do Patrimônio Histórico e Artístico de Quatis), entidade autora do projeto, e a prefeitura da cidade, a mostra poderá ser visitada no Cemitério Municipal, do bairro Bondarowsky, de 6 às 18 horas deste sábado, 02 de novembro, Dia de Finados. A exposição foi montada mais precisamente na capela mortuária, que fica na entrada do cemitério.

O “Museu a céu aberto” retrata a história de personalidades que escreveram os seus nomes na história de Quatis através das respectivas atuações na política, na cultura e na educação, entre outros segmentos, e cujos restos mortais se encontram sepultados no local. Segundo o projeto do CULTUPPHAQ, “o cemitério não representa apenas um repositório de recordações, tristeza e fé”, mas, por meio das sepulturas existentes no local, relembra “o simbolismo, a religiosidade e a cultura” da história quatiense.

– A realização desta exposição começou há dois anos, isto é, no Dia de Finados de 2017, e atraiu a atenção de muitas pessoas que foram ao cemitério visitar os túmulos dos seus entes queridos. Trata-se de um acontecimento importante para levar os moradores de volta ao passado da nossa cidade, conhecendo dessa maneira um pouco mais da história de Quatis – declarou o prefeito Bruno de Souza (MDB), um dos entusiastas do projeto.

Conheça um pouco mais da vida de algumas personalidades, cujos túmulos se localizam no cemitério municipal, e que, por meio do trabalho nos mais variados segmentos da sociedade, deixaram os seus nomes escritos na memória do Município.

Doutor Wanderlino Teixeira Leite

Descendente de uma família tradicional de Quatis, nasceu no dia 06 de agosto de 1893 e faleceu no dia 01º de março de1977. Foi o segundo prefeito eleito de Barra Mansa, município do qual Quatis era distrito, e para onde trouxe a energia elétrica, em 1925 (túmulo 055 – quadra B)

Isaac Marcondes Sampaio

Sócio-fundador, diretor e presidente da Cooperativa Agropecuária de Quatis, bem como da APAMIQ (Associação de Proteção à Maternidade e Infância de Quatis). Nascido em 1898, faleceu em 1969 (túmulo 117 – quadra B).

Omar de Oliveira Barros (seu Mazico)

Pecuarista e farmacêutico, nasceu e foi criado em Quatis, terra na qual teve atuação ativa em vários movimentos políticos, econômicos e sociais a favor da comunidade. O atual bairro de Nossa Senhora do Rosário surgiu a partir de uma doação de terras que ele fez para a construção de um seminário religioso (túmulo 128 –quadra B).

José do Nascimento

Na década de 1940, veio de Minas Gerais para Quatis. Aqui se tornou fazendeiro. Teve atuação destacada nas diretorias da Cooperativa Agropecuária do Município e do Quatis Futebol Clube; na construção da sede definitiva do ginásio Roberto Silveira (atual Escola Municipal Maria Helena Rafael D`Elias); e na presidência da representação local da Companhia Nacional de Escolas da Comunidade (túmulo 39).

Umbelina Vicênzio Peixoto

Gaúcha de Uruguaiana, dona Bila (como era conhecida) se casou com o general Demerval Peixoto. O casal chegou no final da década de 1940 a Quatis, onde ela morreu. A sua trajetória em nossa terra apresenta a participação na criação do posto de puericultura e da APAMIQ (Associação de Proteção à Maternidade e à Infância de Quatis). Fundou ainda o conhecido “Teatrinho de Brinquedos”, através do qual se apresentavam diversos grupos teatrais, incentivando a revelação de novos talentos culturais e ensinando artesanato para pessoas de baixa renda e aos adolescentes (túmulo 61 –quadra B).

Ana de Oliveira Ferreira

Professora, fundou em sua própria casa, o Colégio Particular Sagrado Coração de Jesus, que funcionou no regime de internato e externato. Neta de Américo Pimenta – que dá nome ao único colégio estadual situado em Quatis – se dedicou a partir do século 20 à alfabetização da juventude quatiense (túmulo 116 – quadra B)

Julieta Pereira Sampaio

Ela denomina atualmente uma escola municipal situada no Centro de Quatis. Foi professora rural e diretora do primeiro grupo escolar do Município, cuja criação aconteceu em 1942, e posteriormente denominado Grupo Escolar Américo Pimenta. Faleceu com uma idade bastante avançada, deixando numerosa descendência (túmulo 117 – quadra B).

Ruth Pessoa Barros Pimenta

Nasceu em Quatis, no ano de 1891, tendo estudado apenas dois anos na escola pública da freguesia. Mas adquiriu profunda base de conhecimento por conta própria. Após morar por alguns anos em Paraty, retornou a Quatis e reabriu uma escola voltada para o preparo do antigo exame de admissão ao ginásio, se dedicando ao ensino até poucos anos de falecer, aos 83 anos de idade (túmulo 081 –quadra B).

         Já os túmulos mais antigos do Cemitério de Quatis são de  Firmino Ferreira Franco (1876), Joaquim Leite Ribeiro de Almeida (1898), Senhorinha Gomes Fróes (1876), Carlota Miranda Lima (1884), Delfino José Teixeira da Fonseca (1885), Emerenciana Teixeira da Fonseca (1882), Justiniano Antônio da Cunha (1904) e Maria Cândida (Pequitita) – 1904

 

 

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