Febre Aftosa: 17 mil animais deverão ser vacinados em Quatis

      Iniciada nesta segunda-feira,
dia 02 de maio, a primeira etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa
deverá imunizar 17 mil animais bovinos em Quatis. Além de preservar a saúde do
rebanho, a imunização é de fundamental importância para a economia do
Município, que tem a produção agropecuária como sua atividade principal.

        Segundo levantamentos da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural, pelo
menos 350 famílias sobrevivem da produção leiteira na cidade. Na foto, uma
propriedade do distrito de São Joaquim.

        A aplicação da vacina é de responsabilidade do próprio produtor,
que deve adquirir as doses do medicamento em estabelecimentos credenciados pelo
Ministério da Agricultura. As lojas mais próximas de Quatis ficam nas cidades
de Resende e de Barra Mansa.        A Secretaria de Desenvolvimento Rural da
Prefeitura de Quatis e o escritório local da EMATER – RJ (Empresa de
Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Rio de Janeiro) participam da
campanha, orientando os produtores sobre os procedimentos corretos para a
vacinação e a armazenagem do medicamento, entre outros dados.

        O prefeito Bruno de Souza (PMDB), que tem visitado com
frequência as comunidades rurais, visando acompanhar pessoalmente os serviços
de conservação e manutenção das estradas rurais, ressalta a importância de os
produtores vacinarem seus animais até o próximo dia 31 de maio, quando termina
o prazo estipulado pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro para a primeira
etapa da campanha de imunização. A segunda etapa acontece em novembro.

        Bruno lembra que atualmente o Município tem mais de 200
produtores rurais cadastrados pela Secretaria de Desenvolvimento Rural, em
várias regiões da cidade, entre elas Falcão, São Joaquim, Joaquim Leite,
Glicério, Roma e Bom Retiro. A média diária de produção de leite em Quatis está
hoje na ordem de 22 mil litros, os quais são comercializados para cooperativas
de outros municípios do sul fluminense. O leite é armazenado em tanques de
refrigeração até o transporte para os pontos de venda.

        – A produção leiteira ainda representa a atividade econômica
mais importante do Município de Quatis, daí a necessidade do rebanho ser
vacinado em Quatis. Há mais de 20 anos, não se registram casos de febre aftosa
no estado do Rio de Janeiro, mas justamente por isso a imunização do gado é
extremamente necessária, até mesmo para manter o bloqueio da doença no
território fluminense. Uma das consequências da febre aftosa é o impedimento da
comercialização da produção, não apenas do local onde ocorreu a notificação,
mas de toda uma região, o que acarreta, portanto, em sérios prejuízos à
economia – frisou o prefeito Bruno de Souza.

      Segundo a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural, após
a aquisição das doses da vacina contra a febre aftosa, os produtores deverão
transportar o medicamento em embalagens de isopor com pedras de gelo,
conservá-lo em geladeira e mantê-lo refrigerado até o momento da aplicação no
animal. A Secretaria recomenda ainda atenção do produtor no momento da compra
quanto ao prazo de validade da vacina. Os técnicos afirmam que a vacina deve
ser aplicada nos períodos mais frescos do dia.

        A febre aftosa é doença viral contagiosa, cujos sintomas mais
comuns nos animais são calafrios e febre alta, além de ferimentos nas mucosas,
pele e nos cascos. Em casos de contaminação, o animal deve ser abatido e a
propriedade imediatamente interditada.

      No estado do Rio de Janeiro, a
expectativa da Secretaria estadual de Agricultura, Pecuária, Pesca e
Abastecimento é que 2,4 milhões animais sejam imunizados neste mês, dentro do
território fluminense. Já o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
espera vacinar 198 milhões animais em maio, o que corresponde a 90 por cento do
rebanho do Brasil (217,5 milhões).

       

 

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