Assistência Social: moradores de Quatis visitam parque arqueológico e quilombo de Rio Claro

Dentro das atividades
promovidas pela Prefeitura de Quatis, através da Secretaria Municipal de
Assistência Social e Direitos Humanos, com o objetivo de resgatar a autoestima,
fortalecer a socialização e garantir a integração entre as famílias de baixa
renda atendidas pelos programas sociais, idosos cadastrados no Centro de
Referência de Assistência Social do Centro do Município (unidade do Centro) participaram
este mês de uma visita ao Parque Arqueológico e Ambiental de São João Marcos
(foto).

Em
outro grupo, famílias residentes na comunidade quilombola de Quatis
participaram de uma visita a comunidade quilombola Alto Mar. O parque
arqueológico e o quilombo se localizam na cidade fluminense de Rio Claro. Ao
todo, os dois passeios tiveram a participação de 30 moradores de Quatis, sendo
dez ao parque arqueológico e o restante no quilombo de Rio Claro.

 A secretária municipal de Assistência Social e
Direitos Humanos, Rosana de Almeida, explicou que as duas delegações foram
acompanhadas por profissionais da área social. O CRAS do Centro inclui o
serviço volante desta unidade, que atende os moradores residentes na zona rural
do Município. Os dois passeios fazem parte das propostas relacionadas no
Serviço de Fortalecimento de Vínculos, um dos braços das atividades de inclusão
social promovidas pela prefeitura.

        – A presença nestes dois locais históricos de Rio Claro não
representou apenas um passeio, mas uma atividade de fundamental importância na
valorização enquanto cidadãos, tanto dos idosos atendidos pelo CRAS do Centro,
quanto as famílias que fazem parte da comunidade quilombola de Santana, em
Quatis. A troca de experiências, o conhecimento da história e a participação em
ações de inclusão social representam passos importantes para o resgate da
autoestima, o exercício da cidadania, a interação com moradores de realidades diferentes
e, no caso do segmento da terceira idade, o envelhecimento saudável, entre
outros benefícios – disse Rosana de Almeida.

        A história do Parque Arqueológico e Ambiental de São João
Marcos remonta ao século 18, quando a cidade que levava o nome deste mesmo
espaço teve origem sob o surgimento da primeira estrada de rodagem do Brasil, a
Estrada Imperial. O então lugarejo viveu seu tempo áureo no tempo da produção
de café. Na década de 1940, as suas edificações foram desapropriadas pelo
Governo Federal para as obras de ampliação da Usina Hidrelétrica de Ribeirão
das Lages, sendo a localidade parcialmente destruída com dinamites e ficando
parcialmente submersa. Algumas edificações do passado ainda podem ser vistas,
entre elas, as igrejas de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito.

        Já o quilombo Alto da Serra surgiu por volta da década de
1950, época na qual a produção cafeeira também era predominante no local.
Certificada pela Fundação Cultural de Palmares como remanescentes de quilombos,
a localidade é habitada atualmente por cerca de 200 pessoas, que têm na
produção agrícola, culinária e artesanato as suas fontes principais de
subsistência. Os moradores atuam também na criação de galinhas, tilápias e
patos, produzindo também doces, queijos, biscoitos e pães, entre outros. Há
cerca de três anos, o INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma
Agrária) também reconheceu o Alto da Serra como uma comunidade quilombola.   

 

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